terça-feira, 28 de julho de 2015

TEU CORPO PRINCIPIA
Dou-te um nome de água
Para que cresças no silêncio.
Invento a alegria
Da terra que habito
Porque nela moro.
Invento do meu nada
esta pergunta.
(Nesta hora, aqui.)
Descubro esse contrário
Que em si mesmo se abre:
Ou alegria ou morte.
Silêncio e sol - verdade,
Respiração apenas.
Amor, eu sei que vives
Num breve país.
António Ramos Rosa, Estou Vivo e Escrevo ao Sol
Degas, Mulher Penteando os Cabelos

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