segunda-feira, 21 de agosto de 2017

MÃOS

magras
desmazeladas
negras

mãos
entregues à bolanha
ao pau de pilão

mãos de canseira
abandonadas
na eterna lenga-lenga
do duro labor

mãos
de inferno
condenadas
fuliadas
p´ra lá
p'ra aquele espaço
longe
onde basbaco
e canseira
e pobreza
formam sociedade

mãos pendidas no vácuo
mãos porcas
ah! Desprezadas mãos!

Pascoal d'Artagnan, 1973 (Guiné Bissau)

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terça-feira, 8 de agosto de 2017

Um poema
é um mistério
cuja chave
deve ser procurada
pelo leitor.

Stéphane Mallarmé

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