AR DE INVERNO
Aves do mar que em ronda lenta
giram no ar, à ventania,
gritam na tarde macilenta
a sua bárbara alegria.
Incha lá fora a vaga escura,
uiva o nordeste aflitamente.
Que mágoa anónima satura
este ar de Inverno, este ar doente?
Alma que vogas a gemer
na tarde anémica, de vento,
como se infiltra no meu ser
o teu esparso sofrimento!
Que viuvez desamparada
chora no ar, no vento frio,
por esta tarde macerada
em que a esp'rança se esvaiu!...
Roberto de Mesquita, Almas Cativas

Gostei do seu blogue.
ResponderEliminarÉ variado e tem escolhas muito interessantes.
Parabéns pelo bom gosto dessas escolhas.
Arminda, tenha um bom resto de semana.
Um abraço.