terça-feira, 29 de dezembro de 2015

CONCERTO

O arco
do violinista
aparece de súbito enfeitado
com fitas, bandeirinhas, cores de música,
laços, harmónicas, faúlhas...

E entre foguetes de pizzicatos
e apoteoses de faíscas
romperam dos subterrâneos da rabeca,
enroladas em serpentinas
de Carnaval,
pombas com caudas em leque
e aplausos nos bicos
misturados com suor e cabelos
do acorde perfeito
final

Bravo! Bravo! Bis!

José Gomes Ferreira, Poesia IV

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